continuando de onde parei, dia seguinte acordei bem cedo, mas nao cedo o suficiente. nao ouvi o alarme e fui acordado pela Vane batendo na minha janela. Toda a familia tinha se despertado cedo para se despedir e tomar cafe da manha junto, mas eu arruinei o plano pq ja tava atrasado (q maneira de retribuir a boa recepcao, nao..). a vane me levou na estacao de bus e, ainda durante o amanhecer, logo eu estava indo rumo a La Ceiba, onde cheguei pelas 14hs. a estacao de bus eh meio longe da estacao de ferry e o calor eh grande em la ceiba. neste caso, taxi eh uma necessidade. mas a vane jah tinha me falado pra pegar um taxi coletivo, que eh muito mais barato. logo achei um que jah tinha os outros dois passageiros e partimos.
o cara que ia na frente, um senhor ja de bastante idade, me pareceu um mala. ia interrogando o taxista, depois o outro passageiro e, por fim, eu. me perguntou se eu era americano, e respondi, contrariado, que era brasileiro, achando q talvez me deixasse em paz por meu latinismo. o efeito foi oposto. ateh chegarmos ao pier, foi me contando de como fez todos seus estudos na ufrj, que ao braisl deve tudo que hoje eh, q encontra um brasileiro e eh como se encontrasse um irmao, blablabla. o tipo no final era buena onda, soh aqueles velhinhos q gostam de falar com todo mundo. quando chegamos na estacao, desci pra retirar minha mochila do porta-mala (coisa q, por instinto, sempre faco rapido e antes de pagar, pq ja ouvi varias historias de taxistas q se mandam com a bagagem). quando me aproximei do motora pra pagar, ele disse que meu amigo ja tinha pago pra mim. e nao houve forma de dissuadi-lo (claro que soh tentein umas duas vezes, por educacao). o fato me fez ver quao boa gante sao os hondurenos, q, somando com a familia Romero, ja me tinham dispensado o melhor tratamento possivel!
esperando o ferry, conheci a Babette, uma holandesa bem gente-fina q tava indo fazer o advanced diver. a vaigem de barco foi impressionante. nao parecia mar do caribe. no embarque os caras mandaram todo mundo sentar embaixo, no compartimento fechado, e distribuiram um por um saquinhos de vomito e grandes pedacos de toalha de papel pra cada um se limpar. viamos as ondas vindo por um lado, atravessando o deck superior e desaguando nas janelas do outro lado. parecia uma tormenta e o ferry ia igual um barco viking de parque de diversoes, soh que pros lados. ainda assim, pouca gente porqueou. eu fiquei de cara pq botaram um filme e chegamos quando faltava uns 3 minutos pra acabar e soh nao vi o exato final...
Utila eh um dos maiores - e se gaba de ser o mais barato - dive resorts do mundo. trata-se de uma ilha caribenha de colonizacao inglesa, que foi incorporada ao estado de honduras quando este se criou, mas muitos ainda nao falam espanhol, e os que falam, falam com sotaque bem ingles. eh muito engracado, pq na ilha se fala um ingles bem caribenho, mas a maior parte da populacao eh branca (e branca leitosa, com olho claro e tudo). eh como uma inglesinha falando igual o bob marley. assim, cada vez que se fala com alguem, por exemplo em um mercadinho, se tem a impressao de estar vivendo num filme dublado pela herbert richards e parece que a qualquer momento vai sair alguem da porta dos fundos falando com a voz do seu madruga, um classico da sessao da tarde.
como eu dizia, as bay islands (utila, rouatan e outra q nao lembro o nome) sao um centro internacional de mergulho, pois por elas passa a barreira de corais que inicia em belize. entao, nesses lugares, eh 'all about diving'. chegando no pier, jah tem mil pessoas oferecendo escolas de mergulho, cursos e fun dives. eu e a babette fomos procurar barbadas. ela decidiu ficar no southcreek, pq tinha um albergue bombante etc. eu fiquei na melhor oferta, e nao me arrependi. o albergue tb era legal e paguei o melhor preco possivel. nos encontramos na noite pra jantar e tomar uma cervejinha de canto.
pra quem achou que eu nunca ia estudar na viagem, no dia seguinte eu ja tava fazendo meu primeiro curso, padi- open water diver. tudo bem que nao eh nada de grande desafio intelectual, mas da um certo trabalho. tem que ler um livro de mais de 200 paginas ( a maioria muito obvia, mas demanda certo tempo), assistir 5 videos ultrachatos e fazer umas provinhas meio ridiculas. de qualquer jeito, tudo vale a pena. mergulhar eh irado!! o curso em si inclui quatro mergulhos, sendo um em aguas confinadas, um em bem pouca profundidade e dois ja bem legais. depois no pacote tem 2 fun dives ja incluidos, e esses ja sao bem melhores.
como eu dizia, utila existe basicamente em funcao do mergulho e quase todo mundo que esta la foi para mergulhar. os hoteis ou hostels sao parte dos complexos de lojas de mergulho e na maioria dao prioridade pra quem ta mergulhando com eles (ateh pq os cursos incluem 4 noites de acomodacao). ainda assim, incrivelmente tb eh um lugar de muita festa. eu fui pra la com a firme intencao de estudar, ficar de canto, evitar contatos com pessoas, etc. nao rolou. o albergue era tipo um condominio de familia. eu dividia o quarto com a Helena, uma sueca gente-fina (e outras coisas mais que conto depois), e nos quartos do lado, tinha a Jody, canadense linda e parceria que acabou sendo minha buddy-diver (na mais pura coincidencia) e o Carlos, outro canadense, de origem colombiana, muito buena onda. todos compartiamos um sacadao, com vista pro caribe, pro por-do-sol e tudo mais. assim, viramos uma familia. as vezes ficavam,os horas todos ali, cada um na sua cadeira reclinavel, estudando sem se falar. as vezes falavamos merda e as vezes tinhamos discussoes mais profundas e interessantes. tb tinha um pier com uma torre de observacao, onde iamos, com outras galeras do albergue, viajar nas corers do por-do-sol.
eu, o carlos e a jody tb fizermos uma parceria dos rangos, e toda noite cozinhavamos alguma coisa coletiva (mais o cafe da manha q eu tb fazia no albergue, consegui reduzir o impacto financerio do mergulho). assim, n consegui ficar na minha, como inicialmente planejado. da mesma forma, tambem nao consegui ficar sem fazer festa. como disse, embora todo mundo esteja em utila pra mergulhar, ninguem ta nem ai e todo mundo faz festa. a ilha tem varios bares legais, principalmente o treetanic, lugar surreal e gigantesco, construido em plataformas no topo de arvores, com cavernas de conchas, ambientes indonesios, salas de vidro colorido reciclado- enfim, muito louco. ah, e tudo cercado de aranhas gigantes de verdade, com teias surreais. um dia fomos numa festa no treetanic e acabamos estendendo numa festa de trance, num bar q soh abre fim-de-semana. ai os caras tavam vendendo baloes com gas de riso (na verdade eh o nitrox dos mergulhadores profissionais). obviamente, os baloes nao faziam muito efeito, mas a gente se mijava de rir igual, soh pelo efeito pllacebo. a helena, que era a mais santa, comprou uns tres, e a gente ficou arriando que ela tinha tendencia a drogadicao, hauhuah.
bem, no mais, utila era isso. os dias meio vagais - tb pq o mergulho deixa todo mundo cansado (n sei como, o cara passa o dia flutuando na agua..). ah, tb tinha duias praias, mas as dfuas eram artificiais, pq a ilha eh toda de mangue e nao tem areia. na maior parte do tempo tomavamos banho e sol no pier do hostel mesmo. uma seman passou voando e fui embora com tristeza (eh sempre dificil deixar a praia, neh?, mesmo qdo se vai voltar depois...).
nas fotos, uma vista da linha costeira principal de utila, do nosso pier; eu num intervalo de mergulho com cara de galan de beco (que penteadinho, hein?); um fim de por-do-sol; eu e a Jody, e eu, a jody e o carlos.




o cara que ia na frente, um senhor ja de bastante idade, me pareceu um mala. ia interrogando o taxista, depois o outro passageiro e, por fim, eu. me perguntou se eu era americano, e respondi, contrariado, que era brasileiro, achando q talvez me deixasse em paz por meu latinismo. o efeito foi oposto. ateh chegarmos ao pier, foi me contando de como fez todos seus estudos na ufrj, que ao braisl deve tudo que hoje eh, q encontra um brasileiro e eh como se encontrasse um irmao, blablabla. o tipo no final era buena onda, soh aqueles velhinhos q gostam de falar com todo mundo. quando chegamos na estacao, desci pra retirar minha mochila do porta-mala (coisa q, por instinto, sempre faco rapido e antes de pagar, pq ja ouvi varias historias de taxistas q se mandam com a bagagem). quando me aproximei do motora pra pagar, ele disse que meu amigo ja tinha pago pra mim. e nao houve forma de dissuadi-lo (claro que soh tentein umas duas vezes, por educacao). o fato me fez ver quao boa gante sao os hondurenos, q, somando com a familia Romero, ja me tinham dispensado o melhor tratamento possivel!
esperando o ferry, conheci a Babette, uma holandesa bem gente-fina q tava indo fazer o advanced diver. a vaigem de barco foi impressionante. nao parecia mar do caribe. no embarque os caras mandaram todo mundo sentar embaixo, no compartimento fechado, e distribuiram um por um saquinhos de vomito e grandes pedacos de toalha de papel pra cada um se limpar. viamos as ondas vindo por um lado, atravessando o deck superior e desaguando nas janelas do outro lado. parecia uma tormenta e o ferry ia igual um barco viking de parque de diversoes, soh que pros lados. ainda assim, pouca gente porqueou. eu fiquei de cara pq botaram um filme e chegamos quando faltava uns 3 minutos pra acabar e soh nao vi o exato final...
Utila eh um dos maiores - e se gaba de ser o mais barato - dive resorts do mundo. trata-se de uma ilha caribenha de colonizacao inglesa, que foi incorporada ao estado de honduras quando este se criou, mas muitos ainda nao falam espanhol, e os que falam, falam com sotaque bem ingles. eh muito engracado, pq na ilha se fala um ingles bem caribenho, mas a maior parte da populacao eh branca (e branca leitosa, com olho claro e tudo). eh como uma inglesinha falando igual o bob marley. assim, cada vez que se fala com alguem, por exemplo em um mercadinho, se tem a impressao de estar vivendo num filme dublado pela herbert richards e parece que a qualquer momento vai sair alguem da porta dos fundos falando com a voz do seu madruga, um classico da sessao da tarde.
como eu dizia, as bay islands (utila, rouatan e outra q nao lembro o nome) sao um centro internacional de mergulho, pois por elas passa a barreira de corais que inicia em belize. entao, nesses lugares, eh 'all about diving'. chegando no pier, jah tem mil pessoas oferecendo escolas de mergulho, cursos e fun dives. eu e a babette fomos procurar barbadas. ela decidiu ficar no southcreek, pq tinha um albergue bombante etc. eu fiquei na melhor oferta, e nao me arrependi. o albergue tb era legal e paguei o melhor preco possivel. nos encontramos na noite pra jantar e tomar uma cervejinha de canto.
pra quem achou que eu nunca ia estudar na viagem, no dia seguinte eu ja tava fazendo meu primeiro curso, padi- open water diver. tudo bem que nao eh nada de grande desafio intelectual, mas da um certo trabalho. tem que ler um livro de mais de 200 paginas ( a maioria muito obvia, mas demanda certo tempo), assistir 5 videos ultrachatos e fazer umas provinhas meio ridiculas. de qualquer jeito, tudo vale a pena. mergulhar eh irado!! o curso em si inclui quatro mergulhos, sendo um em aguas confinadas, um em bem pouca profundidade e dois ja bem legais. depois no pacote tem 2 fun dives ja incluidos, e esses ja sao bem melhores.
como eu dizia, utila existe basicamente em funcao do mergulho e quase todo mundo que esta la foi para mergulhar. os hoteis ou hostels sao parte dos complexos de lojas de mergulho e na maioria dao prioridade pra quem ta mergulhando com eles (ateh pq os cursos incluem 4 noites de acomodacao). ainda assim, incrivelmente tb eh um lugar de muita festa. eu fui pra la com a firme intencao de estudar, ficar de canto, evitar contatos com pessoas, etc. nao rolou. o albergue era tipo um condominio de familia. eu dividia o quarto com a Helena, uma sueca gente-fina (e outras coisas mais que conto depois), e nos quartos do lado, tinha a Jody, canadense linda e parceria que acabou sendo minha buddy-diver (na mais pura coincidencia) e o Carlos, outro canadense, de origem colombiana, muito buena onda. todos compartiamos um sacadao, com vista pro caribe, pro por-do-sol e tudo mais. assim, viramos uma familia. as vezes ficavam,os horas todos ali, cada um na sua cadeira reclinavel, estudando sem se falar. as vezes falavamos merda e as vezes tinhamos discussoes mais profundas e interessantes. tb tinha um pier com uma torre de observacao, onde iamos, com outras galeras do albergue, viajar nas corers do por-do-sol.
eu, o carlos e a jody tb fizermos uma parceria dos rangos, e toda noite cozinhavamos alguma coisa coletiva (mais o cafe da manha q eu tb fazia no albergue, consegui reduzir o impacto financerio do mergulho). assim, n consegui ficar na minha, como inicialmente planejado. da mesma forma, tambem nao consegui ficar sem fazer festa. como disse, embora todo mundo esteja em utila pra mergulhar, ninguem ta nem ai e todo mundo faz festa. a ilha tem varios bares legais, principalmente o treetanic, lugar surreal e gigantesco, construido em plataformas no topo de arvores, com cavernas de conchas, ambientes indonesios, salas de vidro colorido reciclado- enfim, muito louco. ah, e tudo cercado de aranhas gigantes de verdade, com teias surreais. um dia fomos numa festa no treetanic e acabamos estendendo numa festa de trance, num bar q soh abre fim-de-semana. ai os caras tavam vendendo baloes com gas de riso (na verdade eh o nitrox dos mergulhadores profissionais). obviamente, os baloes nao faziam muito efeito, mas a gente se mijava de rir igual, soh pelo efeito pllacebo. a helena, que era a mais santa, comprou uns tres, e a gente ficou arriando que ela tinha tendencia a drogadicao, hauhuah.
bem, no mais, utila era isso. os dias meio vagais - tb pq o mergulho deixa todo mundo cansado (n sei como, o cara passa o dia flutuando na agua..). ah, tb tinha duias praias, mas as dfuas eram artificiais, pq a ilha eh toda de mangue e nao tem areia. na maior parte do tempo tomavamos banho e sol no pier do hostel mesmo. uma seman passou voando e fui embora com tristeza (eh sempre dificil deixar a praia, neh?, mesmo qdo se vai voltar depois...).
nas fotos, uma vista da linha costeira principal de utila, do nosso pier; eu num intervalo de mergulho com cara de galan de beco (que penteadinho, hein?); um fim de por-do-sol; eu e a Jody, e eu, a jody e o carlos.


2 comentários:
Thiaguito!!!
Passei pra me atualizar na tua trip e pra te deixar um abração!!! To com saudades de ti, guri! Te cuida e segue escrevendo, que é muito legal de se ler. Ah, e pra te contar uma novidade: agora sou bolsista da CAPES e vivo por conta do governo federal, ê-lêlê!!!
Como foi sua viagem por Trinidad e Tobago? Há estrutura para mergulho? Adriana
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